Hoje eu vivi a experiência de maior superação da minha vida. Vou explicar: eu tenho uma cachorrinha há 6 anos e no sábado ela se foi. Sua energia foi dissipada na Natureza. Ela era uma figura incrível, amiga, moleca demais às vezes, mas era minha amiga. Não consigo definir muito bem o que estou sentindo; é como se perdesse uma parte da minha história, como se um novo ciclo começasse, sem ela. A sua morte representou muito mais do que possa parecer... representou a morte de uma parte de mim, eu diria sim, uma parte de mim. Belinha já estava doente há muito tempo e eu não percebi, fui negligente, pois ela não dava sinais aparentes de estar anêmica. Então, eu digo que morreu uma parte de mim, pois eu não vou mais negligenciar nada na minha vida. Doeu, eu poderia ter salvo ela se não fosse o olhar deturpado, agitado, arredio, displicente para coisas que não tinham tanto valor quanto ela na minha vida. O seu carinho, e até suas travessuras (simplesmente, foram umas 50 sandálias Havaianas nesses 6 anos, seu prato preferido...!), me fazem muita falta. Hoje eu enterrei a Belinha. Enterrei um pouquinho, um pedacinho, da minha alegria. Mas, enterrei também a minha falta tempo para meus filhos, enterrei minha falta de cuidado comigo, minha falta de visão para tudo que realmente importa.
Minha cachorrinha vai estar sempre perto de mim, pois é energia pura e boa. Virá vez por outra, ao meu encontro como uma lembrança alegre, como sei que virá de volta a minha alegria também. A vida é assim. Tudo passa.
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